Países europeus como Bélgica, Holanda e França possuem capacidade de desminagem, o que poderia ajudar a garantir a passagem pelo Estreito de Ormuz, disse a ministra de Defesa da França, Catherine Vautrin, à emissora francesa TF1 nesta sexta-feira (17).
“Há capacidade para fornecer serviços de escolta totalmente assistidos, ou seja, de forma alguma ofensiva, para que os navios garantam a passagem segura pelo estreito; é isso que será debatido hoje em Paris”, acrescentou ela.
A França e o Reino Unido devem presidir, nesta sexta-feira, uma reunião com cerca de 40 países, cujo objetivo é sinalizar aos Estados Unidos que alguns de seus aliados mais próximos estão dispostos a desempenhar um papel na restauração da liberdade de navegação no Estreito de Ormuz.
O Estreito normalmente transporta cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo e gás natural liquefeito, quando as condições o permitem.
Os líderes do Reino Unido e da França vão sediar uma reunião virtual de líderes mundiais para, além de discutir os esforços para a reabertura do Estreito de Ormuz, debater o apoio ao cessar-fogo entre os Estados Unidos e Israel com o Irã e a segurança das rotas marítimas através do estreito.
A cúpula também discutirá o apoio ao trabalho da Organização Marítima Internacional para garantir a segurança das embarcações e de seus tripulantes.
O que está acontecendo no Estreito de Ormuz?
Desde o início da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, Teerã restringiu a passagem para quase todas as embarcações pelo Estreito de Ormuz, afirmando que a navegação só seria permitida sob controle iraniano e mediante o pagamento de uma taxa.
A via marítima, por onde passa quase um quinto do petróleo e gás mundial.
Após a falha da tentativa de negociação, com o objetivo de pôr fim à guerra entre os EUA e o Irã, o presidente Donald Trump anunciou que as forças americanas , incluindo o Estreito de Ormuz.
Teerã ameaçou atingir navios de guerra que atravessassem o estreito e retaliar contra os portos de seus vizinhos do Golfo, após o anúncio de bloqueio dos americanos.
Enquanto isso, o cessar-fogo de duas semanas segue em vigor na região do Oriente Médio, com a campanha de bombardeios EUA-Israel contra Teerã suspensa.
Fonte: CNN Brasil

