Um homem identificado como Leandro Batista Leite (foto em destaque), de 32 anos, procurou a Polícia Civil de Mato Grosso, nessa quinta-feira (16/4), para confessar o estupro de uma cadela.
Ele foi à delegacia, na companhia de um advogado, após imagens do crime serem divulgadas nas redes sociais. O caso foi registrado no último dia 12, na zona rural do município de Santo Antônio de Leverger.
A coluna apurou que o homem, que já tem diversas passagens pela polícia por estupro de vulnerável e furto, passou a ser procurado após os policiais analisarem as imagens divulgadas e identificarem Leandro por meio do sistema de reconhecimento facial Geia-PJC.
Foi constatado, ainda, que o fato teria ocorrido nas proximidades da Escola Estadual Maria de Arruda Müller, localizada na BR-364, km 353, zona rural do município. Durante diligência no local, gestores e professores da unidade de educação relataram comentários na comunidade sobre o episódio e, após a exibição do vídeo, uma professora reconheceu o suspeito como o autor das imagens.
Ela também informou que, no dia 14 de abril, dois dias depois do crime, o suspeito compareceu à escola em atitude considerada atípica, retirando a filha de forma apressada e em horário incomum.
Fuga
Após diligências, os investigadores constataram que o suspeito residia na comunidade Abolição, também na zona rural do município. No entanto, ao chegar ao local, uma familiar relatou que o homem havia fugido às pressas para Cuiabá, após tomar conhecimento de que estava sendo procurado.
Segundo a Polícia Civil, nessa quinta (16), ciente de que não conseguiria escapar da polícia, o suspeito compareceu espontaneamente à delegacia acompanhado de advogado. Na presença das autoridades, ele confessou a prática do crime, relatando inclusive que ejaculou no animal.
Em novas diligências, o homem indicou o local exato onde os fatos ocorreram e apontou os animais envolvidos, que foram imediatamente encaminhados para uma equipe de médicos veterinários do setor de bem-estar animal.
A perícia oficial foi acionada e realizou os exames necessários, incluindo coleta de material biológico. Durante as diligências complementares, o suspeito conduziu os investigadores até sua residência, onde foram localizadas as roupas utilizadas no momento do crime, compatíveis com as imagens analisadas.
A polícia destaca que existem elementos robustos de autoria e materialidade, como o vídeo que registra o crime, reconhecimento do suspeito por testemunhas, confissão do autor, indicação do local dos fatos, coleta de material pericial e localização das roupas utilizadas.
Ainda segundo o levantamento policial, a permanência do suspeito em liberdade representa risco de reiteração criminosa, especialmente porque ele já fazia uso de tornozeleira eletrônica em razão de condenação anterior pelos outros crimes. O caso segue sob investigação.
Fonte: Metrópoles

