Nesta segunda-feira (12), o presidente eleito Lula e o seu vice, Geraldo Alckmin, foram diplomados pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes.
Durante o seu discurso, o presidente eleito chorou ao se lembrar do período em que esteve preso em Curitiba e também ao recordar o momento em que se emocionou, em 2002, em sua primeira diplomação, ao dizer que o seu primeiro diploma era de presidente da República.
“Em primeiro lugar quero agradecer ao povo brasileiro pela honra de presidir pela terceira vez o Brasil. Em minha primeira diplomação, em 2002, lembrei ousadia do povo brasileiro em conceder para alguém tantas vezes questionado por não ter diploma universitário, um diploma”, disse enquanto chorava. “Esse diploma é do povo que reconquistou o direito de viver em democracia. Vocês ganharam esse diploma”, acrescentou.
Segundo ele, com sua eleição, o “povo reconquistou direito de viver em democracia”.
“A democracia não nasce por geração espontânea. Ela precisa ser semeada, cultivada, cuidada com muito carinho por cada um, a cada dia, para que a colheita seja generosa para todos. Mas além de semeada, cultivada e cuidada com muito carinho, a democracia precisa ser todos os dias defendida daqueles que tentam, a qualquer custo, sujeitá-la a seus interesses financeiros e ambições de poder. Felizmente, não faltou quem a defendesse neste momento tão grave da nossa história.”
Para que a diplomação ocorra, é necessário que todos os votos das urnas já tenham sido apurados, que os partidos tenham prestado as contas dos recursos de campanha e o fim do prazo para a contestação dos resultados.
No diploma que será entregue pelo presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, constará o nome do candidato, seu partido e o cargo para o qual foi eleito. Com o diploma em mãos, Lula e Alckmin poderão tomar posse no dia 1º de janeiro de 2023.
A cerimônia conta com a participação de autoridades como o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Rosa Weber.
Por conta das condições atípicas no pleito deste ano, a diplomação conta com um esquema de segurança reforçado, com atuação de oficiais da Polícia Militar do Distrito Federal e da Polícia Federal.
As vias que dão acesso ao tribunal serão fechadas e só terão liberado o acesso os servidores da Corte Eleitoral e os convidados credenciados. Um esquadrão antibomba fará uma varredura no perímetro externo e na área interna do TSE.
Prevista inicialmente para o dia 19 de dezembro, a diplomação foi adiantada em busca de arrefecer os movimentos antidemocráticos. A mudança de data não altera em nada juridicamente, sendo apenas uma questão formal.
Em seus dois primeiros mandatos, Lula foi diplomado no dia 14 de dezembro. No Twitter, o presidente eleito destacou que sua terceira diplomação será a “última cerimônia antes da nossa posse”.
Lula havia se comprometido a anunciar seus ministros somente após a diplomação. No entanto, na última sexta-feira (9), anunciou os nomes que chefiarão Pastas consideradas “sensíveis” pelo futuro governo.
Foram anunciados Fernando Haddad (Fazenda), Mauro Vieira (Relações Exteriores), Rui Costa (Casa Civil), Flávio Dino (Justiça) e José Múcio (Defesa). O presidente eleito afirmou que anunciará uma nova leva de ministros após a diplomação.
Com informações do Congresso em Foco

