O Ser humano moderno, contemporâneo está cansado de ouvir falar sobre esse tal poder. Em tempos de Internet das coisas, de IA – Inteligência Artificial então, pululam as informações sobre cérebro e mente, sobre o nosso mundo atual.
Paradoxalmente, estamos vivendo dias conturbados, de setembro em setembro, campanhas pela a vida e pela saúde mental se multiplicam apontando apenas para a ponta do Iceberg que se costuma estudar em assuntos psíquicos sobre mente consciente e mente subconsciente. Somos mais que nossa mente. Acredite.
Os antigos em seus ditos populares costumam dizer que ”onde há fumaça, há fogo”; todavia, e aqui está o paradoxo ao qual me refiro, quanto mais o ser humano avança nos conhecimentos científicos de última geração mais se perde de si mesmo, menos conhece sobre sua mente e seu poder, mais dependente está de fármacos que remediam mas não curam.
Vou citar pra começar dois grandes brasileiros, doutores nessa área da mente humana e que sigo com muita satisfação, pois, me auxiliam em meus trabalhos no campo educacional e terapêutico: dois médicos, dois psiquiatras. Dr. Augusto Jorge Cury, com sua tese da Inteligência Multifocal e, assunto tão atual para um mundo tão multifocalizado na velocidade digital, onde dedos falam e agem mais que bocas e corpos e mentes.
E Dr. Izaac Efraim, médico psiquiatra, psicoterapeuta e consultor comportamental. Ele elucida que saúde mental é autoconhecimento e aceitação de si e do outro. Com muito conhecimento de causa e experiência com seus pacientes e alunos e clientes ele aborda a relação forte entre sentimentos e comportamentos. E diz que é libertador entender que os sentimentos do outro são sobre o outro e não sobre você! Essa teoria salva casamentos ou pelo menos deixam os casais mais saudáveis mentalmente.
As emoções existem, se manifestam, ao longo de nosso dia, nossa jornada de vida e, muitas vezes não conseguimos nem conter, nem dosar, nem dominar tais faculdades e, é por isso que a raiva, por exemplo, pode levar a comportamentos agressivos ou desconfiados sem que a consciência ou o super ego possa freiar tal impulso.
Hoje, muitos profissionais da área de saúde mental ensinam e tratam pessoas que já se perceberam e por isso, a meu ver estão a 50% de sua cura, pois, você, é senhor de sua história pessoal e quando para de culpar e acusar os outros e começa a se auto observar e auto gerenciar sua própria mente, as coisas começam a melhorar.
Acredito que o maior erro de todos os tempos de nossa era é querermos ter o controle da mente; mente não se controla, mente é energia, é oceano, o processo não é de domínio mas de conhecimento, gerenciamento e poder construtivo.
A filosofia antiga na máxima socrática “conhece-te a ti mesmo” já está há milênios apontando o caminho, no entanto, a maioria dos seres humanos preferem os atalhos egocêntricos de imaginar, julgar, culpar e punir a mente alheia, sob as mais variadas desculpas desde os círculos familiares, ao educacional, religioso, social, jurídico e muitas vezes até clínico.
E aqui explico essa ênfase na clínica terapêutica, pois, deveria ser o lugar de maior acolhimento até do que os templos de fé; plagiando Carl Jung, quando você tocar numa alma humana seja apenas outra alma humana, desnude-se de hipóteses e protocolos de pesquisa, pois os oceanos mentais são únicos, específicos e o ditado popular “pau que bate em Chico, bate em Francisco” não serve para os tratamentos terapêuticos.
Aqui cito com muita gratidão meu Professor Romero Lima de Hipnose Clínica em seu Método CMEI que ensina um trabalho terapêutico exclusivo, pessoal, sem protocolos e com resultados excelentes se multiplicando em suas turmas por esse Brasil a fora.
O poder da mente requer tempo de dedicação a essa energia vital que comanda todo o corpo. Não existe mágica, nem caminho certo caminheiro. O caminho é a gente que faz, de dentro pra fora. É você, dono da mente que se conhece, se educa, se disciplina e se torna um com ela, haja vista a imensidão de conexões químicas que perpassam esse órgão chamado cérebro e esse ente energético chamado Mente.
Nossa mente tem poder, sim e é muito poder. Infelizmente somos mais negativos do que positivos, acreditamos que o mal existe, mas algumas pessoas têm dificuldades de acreditar que o bem existe também, acreditam no demônio mas não em Deus, acreditam no poder de outra pessoa a consertar sua mente, sua vida mas desconfiam de si mesmos e de sua própria capacidade em consertar aquilo que você mesmo danificou.
Dr. Cury fala sobre a Síndrome dos Pensamentos Acelerados – SPA e como não consegue alcançar como clínico a todos os doentes e necessitados que há no mundo a fora, já escreveu centenas de livros em mais de setenta idiomas, algumas de suas obras são verdadeiras terapias se o leitor ler com olhos de ver e ouvidos de ouvir; se o leitor tiver disciplina para por em prática os valiosos conhecimentos desse ilustre médico brasileiro.
Se podemos nos adoecer com nossos pensamentos repetitivos negativos, podemos também nos curar usando nossos recursos mentais a nosso favor: mais alegria, menos terror, mais espiritualidade menos religiosidade, mais fé na vida do que na morte, mais alimentos da natureza do que das indústrias, mais visitas ao terapeuta, psicólogos, psiquiatras do que aos cirurgiões que vão extirpar dores e tumores que a mente viciosa e desatenta construiu.
De nada vale a farmácia quando não seguimos ao pé da letra as orientações dos profissionais da saúde. A prática da auto medicação tão comum no Brasil demonstra esse desrespeito com nossos profissionais da saúde que são procurados pra apagar os incêndios que as mentes alucinadas em pensamentos de derrota e de dor vão criando em si e nos seus próximos mais chegadas como família, escola, igrejas, trabalho.
Sabe aquele outro dito popular que mães e pais gostam de repetir aos professores: “eu conheço meu filho, eu conheço minha filha”; pois é, não conhecem tanto assim, não, pois os territórios mentais é terra de uma pessoa só, de um peregrino que ali mora sozinho e que em algumas culturas constroem verdadeiros guetos dentro de seus lares como nos Estados Unidos e no Brasil: os filhos do quarto. Tem outro artigo meu que falo só sobre essa temática do isolamento social dentro de casa sob a invigilância de pai e mãe.
Aqui quero citar um grande irmão de ideal espírita e psicólogo Rossandro Klinger que, publicamente em seus vídeos e palestras cita seu comportamento adolescente e a postura de sua mãe que não lhe permitiu ser filho do quarto, até por que a casa era dela, e a ele, na condição de filho cabia usufruir e obedecer e não ditar regras na casa familiar.
Como mãe de dois meninos agi do mesmo jeito e hoje esses garotos já constituíram suas casas e famílias e seguem nessa mesma ladainha positiva de valores, respeitos e disciplina com seus filhos.
Digo isso porque estão invertendo os papéis nos núcleos familiares, pais ameninados e meninos descontrolados, mentes em desalinho e os desatinos vão produzindo doença, dor e morte. Sim, morte produzida e não natural. Ir embora é um processo de quem nasceu, de quem entrou na vida mas ninguém tem o direito de legislar sobre essa saída. Até mesmo Jesus, ao ser perguntado por seus discípulos sobre o fim de tudo, o fim do mundo ou como queiram interpretar algumas crenças, sobre a sua volta, sua resposta foi categórica: nem o Filho do Homem sabe o dia nem a hora mas somente o Pai que está nos Céus. (Mateus 24, 36-51).
PODER DA MENTE

Professora, historiadora, coach practitioner em PNL, neuropsicopedagoga
clínica e institucional, especialista em gestão pública.