Policiais da 8° Delegacia Seccional prenderam nesta segunda-feira (25) uma das donas da escola particular Colmeia Mágica, investigada por maus-tratos e tortura contra crianças. Fernanda Carolina Rossi Serme, de 37 anos, que também é pedagoga na escola, foi presa em uma casa em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.
A polícia pediu a prisão preventiva de Fernanda, e a Justiça concordou. Ela será encaminhada para a Cadeia Pública de Itaquaquecetuba, onde permanecerá à disposição da Justiça. Fernanda não ofereceu resistência e se entregou ao ser comunicada do mandado de prisão preventiva.
Fernanda Serme irá responder por periclitação de vida, submissão a vexame, associação criminosa, tortura e maus-tratos.
(CORREÇÃO: na publicação desta reportagem, o g1 errou a informar que a diretora da escola Colmeia Mágica foi presa nesta segunda, 25. A polícia prendeu Fernanda Serme, irmã da diretora e também uma das donas do estabelecimento. A reportagem foi atualizada às 15h57.)
Roberta Serme, irmã de Fernanda e diretora da escola, continua foragida. A Justiça decretou a prisão temporária de Roberta em 22 de março, a pedido da polícia.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram alunos da creche amarrados com lençóis e chorando em banheiros. Eles aparecem com os braços imobilizados, enrolados com panos, como se usassem camisas de força. E estão presos em cadeirinhas de bebês embaixo da pia e perto da privada. Fotos de crianças machucadas também foram compartilhadas.
As imagens viralizaram e chegaram ao conhecimento da Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco) da 8ª Delegacia Seccional, que abriu inquérito para investigar o caso.
O prazo para o cumprimento do mandado de prisão temporária de 30 dias contra Roberta expirou na última sexta (22). O g1 entrou em contato com a Secretaria da Segurança Pública (SSP) para saber se a delegacia que investiga os crimes solicitou ao poder judiciário a prorrogação da temporária contra a diretora, mas a pasta informou que, devido ao feriado de Tiradentes, “não temos condições de atualizar o caso esta semana, uma vez que os cartórios estão fechados.”
Diretora de escola investigada por maus-tratos e tortura completa 1 mês foragida da Justiça de SP
Em abril, a polícia indiciou Roberta, Fernanda e Solange da Silva Hernandez, de 55 anos, auxiliar de limpeza da creche, por maus-tratos, tortura, associação criminosa, perigo de vida e constrangimento contra crianças. Solange responde pelos crimes em liberdade.
Todas as três investigadas negam as acusações e se dizem inocentes (leia mais abaixo). Elas foram responsabilizadas criminalmente pela investigação por suspeita de participarem dos castigos às crianças que choravam ou se recusavam a se alimentar.
Segundo a polícia, além de planejar fugir, Roberta retirou materiais de dentro da escola para atrapalhar as investigações e ameaçou funcionárias. A investigação já vasculhou mais de 20 endereços à procura da diretora.

