A vendedora Cibelle Monteiro Alves, de 22 anos, morta esfaqueada pelo ex-companheiro, Cassio Henrique da Silva Zampieri, de 25 anos, em um shopping de São Bernardo do Campo, nessa quarta-feira (25/2), na região metropolitana de São Paulo, tinha registrado três boletins de ocorrência (BOs) de violência doméstica e recebido uma medida protetiva contra o então companheiro.
De acordo com a Polícia Civil, Cassio premeditou o crime.
O relacionamento do casal acabou em abril do ano passado. A relação, entre idas e vindas, durou seis anos. Desde o término, Cibelle vivia com medo porque Cassio descumpria com frequência a medida protetiva, seja indo atrás dela ou mantendo contato por meio de redes sociais. Os registros feitos pela vítima eram investigados pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Bernardo do Campo.
A vítima foi morta ao ser golpeada no pescoço. Ela trabalhava como vendedora na joalheria Vivara, no shopping Golden Square.
Presença policial
Um policial civil que estava no shopping para realizar compras flagrou Cassio entrando na joalheria e presumiu inicialmente que o caso se tratava de um assalto. Assim que pediu apoio a agentes da região, ele entrou na loja e percebeu a vítima caída atrás do balcão, assim demonstrando que poderia ser um caso de feminicídio.
Policiais do Grupo de Operações Especiais (GOE) das cidades de São Bernardo do Campo, Diadema e Santo André chegaram às pressas e iniciaram as tratativas para que o acusado se entregasse. Depois de um certo período, Cassio atentou contra a própria vida com a arma de airsoft e foi atingido por disparos feitos pelos policiais civis.
Cassio foi socorrido no Hospital Mario Covas. Até a noite dessa quarta-feira, ele estava inconsciente e passou por cirurgia. Apesar de ter sido baleado, ele não corre risco de morrer.
Em nota, o shopping onde a vítima trabalhava, o Golden Square, lamentou o caso e prestou solidariedade à família da vítima. “O shopping está oferecendo todo o apoio ao lojista, à família da vítima e está à disposição das autoridades.”
Já a Vivara afirmou que a colaboradora foi “vítima de um ataque inaceitável de violência” e prestou solidariedade à família, aos amigos e aos colegas de equipe da vítima. “Estamos oferecendo suporte psicológico e assistência integral a todos os envolvidos diretamente. Informamos que as autoridades foram acionadas prontamente e a loja permanecerá fechada. Estamos colaborando plenamente com as investigações”, acrescentou a joalheria. “A Vivara repudia veementemente qualquer forma de violência, especialmente o feminicídio, e reafirma seu compromisso com o acolhimento e a dignidade de suas colaboradoras”, finalizou a nota.
Fonte: Metrópoles

