O ato serviu de preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enen).
Os 50 alunos envolvidos no protesto criticam a proibição de aulas presenciais nas instituições de ensino enquanto outros segmentos (como os bares e restaurantes) tiveram a reabertura autorizada pelo Estado e prefeitura.
O professor e proprietário de cursinho, Marcelus Buraslan, conta que perdeu 950 alunos dos 1 mil que estavam matriculados antes da pandemia. Muitos funcionários foram demitidos para cortar custos.
“No dia do decreto de março nós tínhamos 1 mil alunos matriculados no meu cursinho, hoje nós temos 50 alunos on-line. E aí nós temos as despesas de aluguel e outras contas para manter o curso aberto. Então nós tivemos um prejuízo alto nessa pandemia”, relatou o professor.
Muitos alunos relatam a dificuldade do ensino on-line no Amapá, pois a qualidade da internet é péssima.
Ainda segundo o professor, foi apresentado para a Secretaria de Estado de Educação do Amapá (Seed) e Secretaria Municipal de Educação (Semed), um protocolo de retorno seguro das aulas presenciais no cursinho.
“A crítica é que não podemos trabalhar e outros segmentos estão abertos. Vamos fazer essa campanha por uma reabertura responsável com protocolo que estabelece uso de máscara, distanciamento social, lavatório, álcool em gel, aferidor de temperatura, tudo no padrão”, declarou.

