Vítima foi mantida em cárcere por cerca de seis horas após ser abordada pelo ex-companheiro; crime ocorreu mesmo com decisão judicial em vigor.
A Polícia Civil do Estado do Amapá, por meio da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Macapá, prendeu um homem de 39 anos acusado de cometer uma série de crimes graves no contexto de violência doméstica, incluindo estupro, sequestro, cárcere privado com fins libidinosos, lesão corporal e descumprimento de medida protetiva de urgência.
Segundo o delegado Eduardo Augusto Ribeiro, o crime ocorreu no dia 10 de abril, quando a vítima, uma mulher de 50 anos, foi abordada pelo ex-companheiro em via pública, no centro da capital. De acordo com as investigações, o suspeito utilizou força física para obrigá-la a segui-lo até sua residência.
No imóvel, a mulher foi mantida em cárcere por aproximadamente seis horas, período em que sofreu agressões físicas contínuas, como socos, tapas e tentativa de estrangulamento. Durante o tempo em que esteve sob domínio do agressor, também foi vítima de violência sexual, praticada mediante ameaça e força física.
O caso ganha ainda mais gravidade por ter ocorrido poucos dias após a Justiça ter prorrogado medidas protetivas em favor da vítima, determinando que o investigado mantivesse distância e não tivesse qualquer tipo de contato com ela. O descumprimento da ordem judicial reforça o risco ao qual a vítima estava exposta.
Após conseguir sair da situação, a mulher procurou ajuda e formalizou a denúncia, o que permitiu uma resposta rápida das autoridades. A equipe da DEAM iniciou diligências, colheu depoimentos e reuniu provas que embasaram o pedido de prisão preventiva do suspeito.
A solicitação foi encaminhada ao Juizado de Violência Doméstica de Macapá e prontamente deferida pela Justiça. Com o mandado em mãos, policiais civis localizaram e prenderam o investigado, que foi encaminhado para audiência de custódia e permanece à disposição do Poder Judiciário.
O caso reforça a importância das medidas protetivas como instrumento legal de proteção às vítimas, mas também evidencia a necessidade de vigilância e denúncia imediata em situações de descumprimento.
A Polícia Civil destaca que o combate à violência contra a mulher é prioridade e orienta que qualquer situação de risco seja comunicada imediatamente pelos canais oficiais, como o 190, em casos de emergência, e o 180, canal nacional de atendimento. O apoio de familiares, vizinhos e da sociedade também é fundamental para interromper ciclos de violência e garantir a proteção das vítimas.

