Estamos no século das tecnologias digitais, ao som da nossa voz, ao toque dos dedos, dos sensores do calor ou energias humanas com o objetivo de business, de facilidades ao dia a dia tanto urbano quanto rural.
Estamos no século de maior conscientização da psique humana e, contudo estamos também na maior epidemia de doenças ligadas ao estado emocional do indivíduo. Nunca em tão tenra idade vivenciamos tantas síndromes e transtornos emocionais nas nossas crianças e nunca tivemos tantos teóricos nas áreas da saúde e educação alertando para os malefícios que as telas digitais trazem para a primeira infância, ou seja, do zero aos 7 anos; e já tem estudos que alertam até o início da puberdade, dos dez ou doze anos que o uso de telas seja controlado, reduzido para não trazer danos irreversíveis no desenvolvimento do cérebro humano.
Embora seja um século em que a saúde mental está mais em foco, também é importante notar que as doenças emocionais sempre existiram ao longo da história da humanidade. O que pode estar mudando é como essas questões são percebidas e tratadas pela sociedade atualmente.
Nesse artigo quero me concentrar em uma solução holística, humanista, psicoterapêutica: as terapias estão cada vez mais em moda, em uso por pessoas do mundo inteiro e de todas as idades, da infância, à adolescência, a fase adulta e na fase idosa, homens e mulheres, crianças e idosos estão buscando essa ferramenta para entender, cuidar, controlar e gerenciar sua saúde emocional.
Qualquer pessoa pode e deve fazer terapia.
Qualquer pessoa pode se beneficiar da terapia, desde que sinta que poderia melhorar algum aspecto de sua vida emocional, mental ou comportamental. Não há um perfil específico de quem “deve” fazer terapia, mas geralmente são pessoas que enfrentam desafios emocionais, têm dificuldades nos relacionamentos, lidam com estresse, ansiedade, depressão ou simplesmente desejam um espaço para autoconhecimento e crescimento pessoal. Outras vezes, busca as terapias para ajudar um membro da família que esteja passando por desequilíbrios emocionais, comportamentais e que interfere na saúde e equilíbrio de todos os membros daquele clã. Terapia pode ser útil para qualquer um que sinta que poderia se beneficiar do apoio profissional para lidar com questões da vida.
A vida exige de cada um de nós coragem, perseverança, determinação, luta as mais diversas por situações as mais diversificadas também e, está tudo bem em buscar ajuda terapêutica, em admitir as próprias fragilidades, em lembrar na prática que o homem é um ser gregário, que vive em grupos, que adoece no grupo familiar e precisa de apoio para crescer, amadurecer e aprender a praticar o perdão ao outro e a si mesmo.
Sim, o perdão se aprende, não tem nada a ver com crença religiosa ou com esquecimento de ofensas ; perdoar é verbo, é ação, é atitude de gente humana, que não esquece as dores sofridas, mas em terapia ou aos trancos e barrancos, nos caminhos tortuosos da vida, vai aprendendo que liberar perdão tem a ver com maturidade emocional, com lembrar sem sofrer, sem reviver cenas de um passado interpretado pela mente como terrível, ruim, ameaçador e, ressignificando personas e personagens de sua pizza da vida, a pessoa usa a régua do Amor, que tudo perdoa, pois deixa todas as partes envolvidas falarem, se expressarem, se perdoarem e recomeçar com suas próprias forças, reescrevendo sua história de vida, reconhecendo quais emoções são de sua família, daqueles que te criaram, te educaram, te ensinaram os juízos de valores deles e o que é seu de verdade, que emoções você quer cultivar nos terrenos férteis de sua mente.Os processos de terapias são divisores de águas mentais; saímos da dor para o perdão terapêutico e, reiniciamos todos os dias novas oportunidades de crescimento, de auto perdão e de aprendizados novos, com um objetivo claro como Céu de Brigadeiro: ser feliz. No fundo de cada mente humana, esse desejo é o que nos move: ser feliz e não sofrer!O senso comum pode até pensar que terapeutas são todos iguais, ou que isso é “conversa pra boi dormir”, é balela, e outras maneiras preconceituosas de se referir a esses profissionais.Não, os terapeutas não são todos iguais. Existem diferentes tipos de terapeutas com formações e abordagens variadas. Aqui estão algumas das diferenças principais:
- Formação e Especialização: Os terapeutas podem ter formações diferentes, como psicologia clínica, psiquiatria, aconselhamento, terapia familiar, entre outras. Cada formação pode trazer abordagens e técnicas terapêuticas diferentes.
- Abordagens Terapêuticas: Existem várias abordagens terapêuticas, como psicanálise, terapia cognitivo-comportamental (TCC), terapia humanista, terapia sistêmica, Hipnoterapia, Programação Neurolinguística – PNL, Método CMEI – Compreender, Mensurar, Educar, Inserir, entre outras. Cada uma dessas abordagens tem princípios teóricos distintos e técnicas terapêuticas específicas.
- Estilo e Personalidade: Assim como em qualquer profissão, cada terapeuta tem sua própria personalidade, estilo de interação e método de trabalho. Alguns terapeutas podem ser mais diretos e desafiadores, enquanto outros podem ser mais reflexivos e empáticos, por exemplo.
- Áreas de Especialização: Alguns terapeutas podem se especializar em certos tipos de problemas ou populações específicas (como terapeutas infantis, terapeutas de casais, terapeutas de trauma, etc.), enquanto outros podem ter uma prática mais generalista.
- Relação Terapêutica: A relação entre o terapeuta e o cliente é única em cada caso. A capacidade de se conectar e trabalhar eficazmente com um terapeuta pode variar de pessoa para pessoa, tornando a escolha do terapeuta uma decisão pessoal importante.
Portanto, é importante encontrar um terapeuta que não só tenha a formação e a especialização adequadas para lidar com suas necessidades específicas, mas também com quem você se sinta confortável e seguro para trabalhar.
Esse século pode ser considerado o século das doenças emocionais?
O século XXI certamente trouxe uma maior conscientização e discussão sobre questões relacionadas à saúde mental e emocional. Não é necessariamente que as doenças emocionais sejam mais prevalentes agora do que no passado, mas sim que há uma maior abertura e aceitação para falar sobre essas questões.
Doenças mentais e ou emocionais no mundo antigo esram vistas como castigo ou iras das divindades cultuadas e o sacrifício ou extermínio dessas pessoas era a saída para tais situações.
Na Grécia antiga, eram atirados dos montes das diversas pólis pessoas com anomalias as quais a ciência da época não sabia explicar ou tratar; na Roma antiga e politeísta, tais pessoas ainda na infância eram atirados aos cães nas ruas das cidades por não serem aceitos como membros dos grupos socias daquele povo primitivo.
Com o avanço do desenvolvimento das civilizações essas práticas foram sendo abandonadas e mesmo condenadas. No mundo moderno e contemporâneo, tal visão sofreu muita evolução. A Era das Luzes nos séculos XVII e XVIII trouxeram muitas mudanças, rompendo com o teocentrismo e buscando entender e compreender o homem, no movimento humanista e no desenvolvimento das ciências. E, no século XIX as ciências humanas e médicas tiveram muito mais desenvolvimento, mesmo que entre descobertas científicas e o uso das guerras, que desde as cavernas até a contagem de tempo atual, piorando no século XX, que entrou para a história como o período dos conflitos mundiais, mesmo assim, no atual século, século XXI as transformações científicas e sociais não param de trazer melhores condições de esse ser humano se conhecer e se resgatar das teias mentais de si mesmo.
Vários fatores podem contribuir para essa percepção:
Mudanças Sociais e Culturais: Há uma maior valorização do bem-estar emocional e da importância de cuidar da saúde mental. Isso tem levado mais pessoas a procurarem ajuda profissional quando enfrentam desafios emocionais.
Acesso à Informação: Com o advento da internet e das redes sociais, as informações sobre saúde mental estão mais acessíveis. Isso permite que mais pessoas compreendam os sintomas e busquem tratamento. Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará, como ensinou o Mestre dos Mestres, Jesus.
Estresse e Pressão da Vida Moderna: O estilo de vida moderno pode ser mais exigente em termos de trabalho, tecnologia e relacionamentos. Isso pode contribuir para o aumento do estresse, ansiedade e outras condições emocionais.
Menos Estigma: A redução do estigma em relação aos problemas de saúde mental tem encorajado mais pessoas a procurarem ajuda sem medo de julgamento ou discriminação. Sem estigmas, está na moda se cuidar, não só do corpo como também da alma que habita a mente que governa o corpo e se expressa nele.
Terapia em moda! Cuide-se também!