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A Gazeta do Amapá > Blog > Colunista > José Altino > QUE CHAMEM DE VOLTA D. JOÃO
José Altino

QUE CHAMEM DE VOLTA D. JOÃO

José Altino
Ultima atualização: 6 de junho de 2026 às 21:28
Por José Altino 5 horas atrás
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Aliás, hoje aos propósitos, chamar qualquer um João serve. Sério…
O do título, daquele tempo em que até grande maioria das Nações respeitavam o direito dos outros, este rei veio para cá e na chegada acabou com o “negocinho” de exclusividades direcionadas a monopólios. até da Coroa. Acabaram-se as grandes farras garantidas pelo Estado.
Porém, anos se passaram, portos perderam a graça, tal a dimensão e vulto mercadológico proporcionado pelo novo mundo. Usuários viajantes, só turistas mesmo e em navios de luxo que nem descer deles querem. O que provoca ausência de pequenos ou mesmo grandes comércios nos cais.
Neste mundo novo, o gigantesco espaço aberto por Santos Dumont, com os aviões, apesar da polemica com aquele planador mixuruca dos irmãos Wright, tornaram-se maior vontade de consumo. Dentro deles a voar anualmente, mais da metade da população do planeta.
E o longe ficou perto.
Seria, se discutível não fosse outra realidade. E tenho razão a pensar assim; e como tenho, ainda mais que o lado ruim da aviação não está nos aviões e sequer sentados neles.
Aeroportos, ah esses aeroportos. Servem de tudo e para tudo, até um mínimo a passageiros.
Sou ou fui piloto de avião, como queiram. Velho bem voado, mas menos avoado. Muito, apesar da idade, ainda consigo, não só a tudo prestar atenção, mas a significativos detalhes da vida.
Tenho ocupado minha mente a imaginar que bom seria se administradores e corretores, isso mesmo, corretores da aviação comercial civil, tivessem maior visão e respeito aos usufrutuários. Isso a partir dos engenheiros “disgramados”, como dizem os mineiros, que projetaram tais calvários, que alcunham de terminais aeroportuários.
Em relação a eles, chego mesmo a pensar que como o VAR, retirou a mãe dos juízes dos jogos de futebol, ficaram as deles, a serem ungidas aos cabarés da vida. E bem-feito…
Um absurdo se ter aquilo como partida e chegada de aviões, a recolher e despejarem passageiros naqueles templos quilométricos, repletos de mercadores assanhados com a obrigatoriedade de incautos e inocentes vê-los e muitas vezes deles comprarem pelos olhos, não pela necessidade.
Mais grave é que saímos e chegamos já escorchados pelo absurdo que pagamos ao que se chama passagem. Se bem que quanto a isso, existem razões outras.
As empresas aéreas também são, nem digo altamente taxadas, mas sim assaltadas, pelas tarifas que as locadoras, aqui chamadas de cessionárias extorquem delas. Não só em fingers, mas até em pátio próprio a manutenção. Exemplo:-
Absurdamente se neles ligarem a fins de checarem motores e ou outros reparos o cacete financeiro é logo aplicado.
Muitos de nós chegamos a pensar que as tais passagens no Brasil, por seus altos preços, vão além da imaginação. Sendo muito mais barato um São Paulo-Miami que um BH-Montes Claros ou ali no Governador Valadares.
Sinceramente, em tempos de agora observando tais lados menos azuis, negros mesmo, do sistema de transportes aéreos, começo a implicar com eles. Já falei uma vez, escrevo e falo de novo.
Meu pai foi um dos primeiros aviadores civis neste grande território brasileiro. Chegou a fabricar um bosta de um avião que quase o matou. Isto porque o motor pousou primeiro e deixou o aeroplano lá no céu e ele dentro.
Em seu tempo não havia esse negócio e necessidade em se licenciar para “chaufer” de avião. Existia sim, uma carteira expedida pelo Aero-Club de France. Ah sim, ele foi o terceirão, num rally aéreo em 1939 meio a quase uma centena de concorrentes.
Logo a seguir, pós segunda guerra, vem de lá o Ministro do recém-criado Ministério da Aeronáutica, para pôr ordem em homens, aviões e ares. Seu nome ten. Brigadeiro Eduardo Gomes. E de pronto estabeleceu que ninguém mais haveria de “dirigir” aviões sem as devidas licenças, então chamadas de brevêt’s. Aconteceu então, o toque mágico.
Ao criar junto o Departamento de Aviação Civil para melhor controle de tudo que voasse. Tudo entregue à administração da Força Aérea Brasileira, FAB.
E tudo funcionou de forma, não diria o exagero, de espetacular, mas de praticidade ímpar. Departamento funcional sem máculas e que alcançou grande respeito entre aeronautas e aeroviários. Serviços objetivos e dos melhores. Até que, um presidente da República precisando de cargos e salários para a tchurma que era sua, resolveu acabar com aqueles servidores que já recebiam da própria União para tal trabalho e criou a ANAC.
Que muitos da área ainda não sabem a que e porque veio. A não ser aplicação de multas, extinguindo o precioso direito de defesa e esclarecimento existentes à época: – “deveis informar”.
O resultado está aí… toda uma necessária prestação de serviços, que coloca todos a beira da morte, seja financeira ou na saúde mesmo.
“Prestenção” gente, passageiros chegam aos terminais, chek-in “tá qui”, avião está lá nos “quintos dos infernos”. Um martírio as mamães que carregam ou arrastam filhos pirracentos pelo braço, ou os bengaleiros, como eu, aos quais médicos, com antipatia, vivem a dizer que quem mata velho é queda, como aquela senhora ao desembarcar no aeroporto de São Paulo. Provando que não se morre delas somente nos banheiros.
Avalizando a isso, Lula sobreviveu, alívio d’uns, desgosto d’outros…
Mas, eu não podia deixar de contar um segredo a todos pedindo que não digam a ninguém; fato desmoralizante. Não é que o transporte aéreo conseguiu transformar a mineirada toda em imbecil burraiada? E nas barbas, aliás óculos, do ex-governador-administrador que la vem aspirando presidir a toda Nação.
Belo Horizonte, dois aeroportos. Um lá no u do Judas, outro bem próximo ao centro da cidade. E a este, meu pai foi um dos pioneiros. O do mencionado u, completo shopping ninguém chega ou embarca sem andar no mínimo centenas de metros, entre pencas de prateleiras em lojas, embora sempre com a cabeça ocupada com a “madre” do doutor projetista construtor.
Sua administradora BH-Airport é uma sociedade fechada, que se entesoura a sós; e bem…
Já o de cá, Pampulha, que nada tem disso, com prático aeroporto, não confundir com aeródromo, está lá literalmente as moscas. Um grande nada, pois não cabe comercio de perfumes e quinquilharias outras. E aeroporto, passageiros, aeródromo aviões, diferente de tantos outros, pertence como sempre o foi, ao Estado de Minas Gerais, também com capacidade possível de atendimento a todos os voos regionais das Minas e das Gerais. Por ser propriedade mineira estaria servindo, prioritariamente a mineiros.
Pois não é que o “inteligente”, mineiro lá do triângulo, cedendo a pressões o colocou em concorrência a cessionários e permitiu que a mesma empresa fechada do U do Judas aéreo, também o controlasse. Oxê…
Não deu outra, se paxs, remetem obrigatoriamente para o mercadão aberto do Confins do tal Judas. Aos demais, da aviação que sobra estão a explorar o pessoal da geral, recebendo e criando até parcerias com vendedores de combustíveis. Cobranças abusivas de estacionamento a pernoites de pequenas aeronaves e mantendo absurda extorsão dos decenários inquilinos dos hangares.
Mineiros e geraizeiros a voar, vão tomar lá também transporte no U, em colaboração forçada a maior jogada de super marketing.
Oi, estou meio esquecido, pudera, tantas agressões ao decoro da coisa e benefício público que a gente esquece. Tinha um outro, Carlos Prates, que servia a aero club para formação de pilotos e manutenções gerais. Nesse do centro BH se ia até a pé. Pois tanto fez, que a sucessora do DAC veio e o fechou. Também está lá aguardando ser invadido por sem tetos, sem casas ou pelo tamanho, sem terras, insuflados pelo crime.
Mineiros, geraizeiros e brasileiros, todos calados. Não é à toa que este sufixo “eiró” é muito malvisto…em Brasília então…aff.
Tragam de volta, a moralidade dos serviços ao público, restabelecendo suas verdadeiras finalidades através de eficientes órgãos controladores, com servidores de maiores conhecimentos e com mais atenção ao bom funcionamento do sistema. E que dele reduzam a chama policialesca. mantendo um mais justo senso técnico-administrativo.
De Altamira às margens do rio Xingú

Belo Horizonte/Gov. Valadares/Macapá-AP
Jose Altino Machado

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