Há anos, mais precisamente desde 2003, vem sendo instalado em nosso país, por parte de autoridades, um superior sentimento avassalador de impunidade, altamente contaminante até em setores que deveriam sim, ser fiscais de comprimentos às leis.
Perplexos, muitos brasileiros assistem a uma total alienação, do sistema judiciário nacional em detrimento às bases do direito.
Isso desde quando um único senhor magistrado supremo, decidiu monocraticamente, apenas através de embargos declaratórios, anular o que em curso processual já percorrera todos os seus trâmites, de juiz a três outras passagens em câmaras colegiadas.
Por se tratar de apenas um réu, talvez tanta importância não se daria ao caso, se em função da medida, tantos outros criminosos julgados e confessos, não fossem beneficiados pelo efeito suspensivo e expansivo da decisão.
E falando em confessos libertados, ainda recorrem à mesma justiça, devolução a eles, dos bens públicos afanados.
Um par de irmãos em acordo de delação premiada, que no Brasil tem transformado bandidos em canalhas, acerta pagamento pecuniário pela travessura criminal.
Porém, já de que tudo se zombou, outro supremo magistrado ao despachar em processo conduzido por sua própria esposa, decide em favor destes “réus”, quase a dizer que tudo não passou de uma “televisiva pegadinha” e que nada haveria a pagar, a não ser os rechonchudos honorários advocatícios da patroa.
Bom, melhor nem mais tocar no assunto, para não mais jogar excrementos ao ventilador, por Já estar abusando do bom senso da lei de “Exceção da Verdade”.
Em tempos presentes, se vivencia algo terrível, com os abalos do sistema judiciário, nivelado à quem os indicou aos cargos
O problema que, o tal efeito expansivo foi tão contagiante, que se permitiu a figura central do mau exemplo doloso, com processo suspenso, mas não absolvido, e como sua parceira sucessora, deles próprios, indicadores, chegar a presidência da república, tornando-se permissivo a faltas graves de imoralidade em comandos dos poderes agregados.
Hoje um notável câncer nacional…chegando a darem vez a facções criminosas de se tornarem com expressivo poder paralelo ao Estado. E como eles se aproveitam disso pelos exemplos dados por colegas da política.
Deixando a humildes trabalhadores e produtiva gente, o estigma da ilegalidade delituosa.
É de se perguntar o que tem feito essa gente nessa atividade, mais antiga que o Brasil Estado, para merecer tão sistemática, furiosa e covarde perseguição na Amazonia para justificar, além dos atos de violências incomuns do próprio governo, num “estado democrático de direito”, como eles gostam de apregoar?
Ninguém sequer questiona o dispêndio que tem sido pago por tais ações e de bolsos jorram o numerário. Além de não levarem em conta as ambições pelas minas, por eles ocupadas.
Quem tem pagado por isso? Se no Pará, aqueles que agora guardam o tesouro que representa os bovinos do filho do pai dos podres?
No mesmo Pará, que servidores civis fardados e armados, atiram contra povo, homens e crianças, cujas alegações é dizerem que não foram balas, mas sim, estilhaços de bala!!!
Naquele Pará, do obediente amigo do pai do “rico”, que também se beneficia ocupando ministério federais, que mantem imobilizada a polícia estadual, cuja existência é dar segurança de vida e patrimonial aos habitantes do estado?
Mais de sessenta por cento das cidades do interior paraense foram estabelecidas e fundadas por povos dessa atividade mineradora com apelido de garimpeira.
Assim como a própria expansão do país também o foi através dela. Entretanto, tem chocado muito os últimos acontecimentos, que tem atingido a eles e pequenos colonos, no sudeste e sudoeste do Pará, sul do Amazonas, Rondônia e Mato Grosso.
É de uma irresponsabilidade “luliana” civis sem consciências e despreparados para o uso de armas, sem as devidas classificações para tais missões, junto ao simples povo que trabalha.
Chega a ser absurda a forma e o trato que eles têm dado a quem jamais, pelo menos até agora, reagiu a incursões armadas de flagrantes ilegalidades do Estado. E pode se dizer mais, se não fora apenas trabalhadores, mas uma “currimassa” de bandidos profissionais, a valentia deles iria se acomodar em Brasília, bem ao lado do poderoso chefão.
Há tempo, assisti entrevista de um chefete do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente -Ibama, Sr Hugo Loss, que segundo consta, se deu consentimento e liberdade, a atirar de um helicóptero, matando o folclórico e querido garimpeiro Boca Rica, pasmo ouvi: “Temam o Ibama”, quando respeitoso e racional, seria: “respeitem o Ibama”.
Noutra asserção sua, aproveitando do amor ao estrelado “globalino”, matou aves silvestres, para configurar sua companheira indígena, de vida e cama a fim de denunciar atividades no rio Curua; embora bem distante de qualquer área pretendida, seja lá a que bem for. As “loucas otoridades”, foram lá e pau nos meninos.
Nos eventos recentes, Vale do Tapajós e áreas assim pouco maiores que muitos estados brasileiros, apareceu chefiando uma mulher maravilha, mas ao contrário da personagem, feia e gorda como porco do mato. Chegou, humilhou, atirou e escafedeu-se.
Todos, invariavelmente todos, nunca levam em conta tratar-se de uma atividade prevista ne Constituição Federal, profissão única ali citada, além dos óbvios advogados. Deixando de levar em conta também, que ela muito claramente diz caber unicamente ao estado legalizá-la. E os “vagabundos” são povos trabalhadores da grande floresta?
Mas, o que também se nota, é que o Estado, não cumpre suas obrigações funcionais, por interesses outros, mantendo mais de centena de milhares de processos dormindo engavetados na Agência.
Incompreensível que por não haver frequentado bancos de escolas, o atual presidente, pai do rico, não sinta a necessidade deles. Ignora, como ignorava a muita coisa arguida em processos em juízo. Acostumado, se justifica, mascarando verdades, por não enviar legalidade, técnicos, geólogos e/ou professores àquele pedaço de mundo respeitoso e tolerante ate a gente como ele próprio.
É realmente de se perguntar por que ilegais são aqueles homens, quando tantos outros sob ordens da administração, deste senhor, notório anarquista da política eleitoral e tantos outros de casos tão discutíveis não o são.
Nosso presidente, sem nenhuma contenção, procede a uma descarada campanha publicitária em defesa de mais um novo mandato. Recorre há tudo e todos os meios. Enche os intestinos dos maiores meios de comunicações com dinheiros públicos, sem maiores explicações quanto a finalidades.
Tudo permite ao envelhecido mandatário, de cara de pau, mais que cumplice, sejam os produtores e trabalhadores esbulhados de seus haveres e bens, ainda indevidamente nominados de criminosos, sem julgamentos.
Irônico e paradoxal, é que até ele, teve o direito a ser julgado. De contas a pagar, driblou decisões contrarias até com milagrosa perda da responsabilidade comprovada de seus malfeitos. E bandidos são aqueles que ele e televisões intitulam ser?
Ou são aqueles, líderes em seu próprio governo ao serem pegos com balaios de moedas estrangeiras em casa, dizerem haver recebido do governo e que sobraram de viagem ao exterior?
Sim, aquele mesmo, chamado ao colo presidencial para consolo, afagos e carinhos. Desnecessário identificar a esperta figura.
A sociedade brasileira conhece o esquema, a alta justiça vai dizer que errada e bandida é a polícia. Aquela, retirada da investigação.
Somados, os lindos estragos de Vale, canadenses, chineses, e tantos outros estrangeiros, devem suplantar qualquer estrago de colonos e garimpeiros, em centenas de milhares de hectares.
Eles corrompem, bancam campanhas eleitorais e Ong’s, buscando sempre suporte na opinião pública, através de investimentos pesados em compra de espaços em jornais e televisões.
As atividades populares da Amazonia, não fazem isso, muitos, longe de casa sequer votam.
O crime maior, é desinteresse em levar cultura e instrução a nossa gente, pois sequer votariam neles. Também pelo mesmo motivo negam aos demais nacionais, oportunidades e trabalho digno. Aí os assusta, a possibilidade da perda de eleitores.
Que se pare a violenta e covarde vilania, existente para gaudio de boquirrotos vendedores de verdades imprestáveis.
A Amazonia está muito próxima de reação em desobediência civil e/ou anarquia generalizada, sempre a primeira companheira da desordem. E reações desordenadas será o que haverá de sobrar se utilizarem do disposto no artigo 1210 em seu & primeiro.
Quando menino muito se ouvia de idosos: “quem não ouve conselhos, ouve coitado”. Mas, acho que este pernambucano de primeira linha jamais ouviu isso…
E quanto a mim, aprendi que sabedoria é nunca discutir com mentirosos, tolos ou arrogantes inconsequentes.
Belo Horizonte/Macapa-05/072026
José Altino Machado

