A Justiça da Bolívia determinou a aplicação de uma medida socioeducativa com privação de liberdade por seis anos ao adolescente responsabilizado pela morte da amapaense Jenife Silva. A decisão encerra a tramitação do caso na Justiça especializada para adolescentes e estabelece o período máximo de internação permitido pela legislação boliviana para autores de atos infracionais.
O crime, que provocou forte comoção no Amapá e repercutiu internacionalmente, teve ampla mobilização de familiares, amigos e da sociedade amapaense, que acompanharam o andamento das investigações e cobraram a responsabilização dos envolvidos.
Jenife Silva, natural do município de Santana, foi encontrada morta durante uma viagem à Bolívia. Desde então, as autoridades bolivianas conduziram as investigações para esclarecer as circunstâncias do homicídio e identificar os responsáveis pelo crime.
Como o acusado era menor de idade na época dos fatos, o processo foi conduzido pela Justiça especializada em adolescentes. Pela legislação do país, menores de idade não recebem penas criminais destinadas a adultos, mas sim medidas socioeducativas, cujo período máximo de privação de liberdade é de seis anos.
Com a decisão judicial, o adolescente deverá cumprir a medida em um centro socioeducativo da Bolívia, onde permanecerá internado durante o período estabelecido pela sentença.
Embora o julgamento tenha sido concluído, o caso continua sendo acompanhado pelas autoridades bolivianas. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre eventuais novos desdobramentos das investigações ou a possível participação de outras pessoas no crime.
A morte de Jenife Silva causou profunda comoção entre familiares e moradores de Santana e de outras cidades do Amapá. Ao longo de todo o processo, manifestações pedindo justiça foram realizadas, enquanto a família acompanhou de perto cada etapa da investigação e do julgamento em busca de respostas para um crime que marcou a sociedade amapaense.

