A Polícia Federal deflagrou na data de hoje (14) a operação “Terça Parte”, que investiga a existência de organização criminosa atuante na Assembleia Legislativa do Amapá, que dentre outras condutas é suspeita por nomeação de funcionários fantasmas, retenção de parte da remuneração de assessores e compra de votos.
Cerca de 30 policiais federais cumpriram doze mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amapá.
A decisão judicial ainda determinou o afastamento cautelar das funções públicas de vinte servidores, o deputado estadual Dr. Alberto Negrão (PP) deve ser afastado cautelarmente. A casa de Leis tem 24 horas para analisar o pedido da Justiça.
A investigação da PF detalhou que o esquema de “rachadinha” na Alap funcionava com o confisco de 70% da remuneração de assessores que eram nomeados, mas não compareciam ao trabalho. Os dados pessoais eram cedidos pelos supostos servidores e as folhas de frequência forjadas.
Além disso, o deputado estadual investigado teria usado assessores da Alap que também eram servidores de um hospital particular e do Hospital Universitário (HU), para convencer eleitores a votar no candidato em troca da marcação de consultas, cirurgias e exames.

