Mandados foram cumpridos em Macapá e Maringá; grupo é suspeito de lucrar com vendas online fraudulentas, gerando prejuízos à estatal após estornos de compras feitas com cartões de crédito adulterados
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (15), a Operação Chargerback, com o objetivo de desarticular um esquema criminoso que causava prejuízos financeiros aos Correios por meio de fraudes em transações eletrônicas.
A ofensiva policial resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão nas cidades de Macapá, no Amapá, e Maringá, no Paraná.
Além disso, a Justiça autorizou o bloqueio de bens e valores que somam aproximadamente R$ 140 mil, como forma de evitar a dissipação de recursos obtidos de maneira ilícita.
Segundo as investigações, os suspeitos atuavam como intermediadores em vendas realizadas pela internet, utilizando plataformas digitais para atrair consumidores.
As negociações aparentavam ser legítimas: os clientes efetuavam o pagamento normalmente, acreditando estar adquirindo produtos de forma segura.
No entanto, o grupo utilizava cartões de crédito clonados para pagar o envio das mercadorias pelos Correios. Com isso, os produtos eram despachados e entregues aos compradores sem levantar suspeitas iniciais.
O lucro do esquema vinha da diferença entre o pagamento recebido dos clientes e o custo do frete, que era quitado de forma fraudulenta.
Dessa forma, os investigados se apropriavam indevidamente dos valores das vendas, incluindo o montante destinado ao envio das encomendas.
O prejuízo para os Correios ocorria posteriormente, quando os verdadeiros titulares dos cartões identificavam as cobranças indevidas e solicitavam o estorno junto às instituições financeiras.
Nesses casos, a estatal acabava arcando com os custos dos serviços já prestados, sem receber pelos envios realizados.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam com o objetivo de identificar outros possíveis integrantes do esquema, mapear a extensão da atuação do grupo e calcular o total de prejuízos causados. Os envolvidos poderão responder por crimes como estelionato, associação criminosa e uso de documento falso, cujas penas podem ultrapassar vários anos de reclusão.
A operação reforça o alerta das autoridades para os riscos de fraudes no comércio eletrônico e a importância de medidas de segurança tanto por parte das empresas quanto dos consumidores.

