Uma mulher de 20 anos foi presa em flagrante pela Polícia Civil do Amapá nesta quarta-feira (22), suspeita de integrar uma organização criminosa responsável pelo envio de drogas e materiais ilícitos para o Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen) utilizando drones.
A prisão foi realizada por equipes da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), no bairro Marabaixo IV, na zona oeste de Macapá, durante uma operação que desarticulou mais uma etapa do esquema criminoso.
Segundo as investigações, a suspeita desempenhava papel estratégico na organização. Ela seria responsável por receber, armazenar, embalar e preparar os entorpecentes e outros objetos ilícitos antes de entregá-los ao operador do drone, que realizava os voos e lançava os materiais em pontos previamente definidos dentro do complexo penitenciário.
Durante o cumprimento da ação policial, os agentes apreenderam porções de maconha e cocaína, aparelhos celulares, carregadores, relógios inteligentes com função de telefone e um drone profissional avaliado em aproximadamente R$ 39 mil. Conforme a Denarc, o material seria utilizado em uma nova remessa destinada ao interior do Iapen, cuja entrega foi frustrada pela operação.
As investigações revelaram que os criminosos utilizavam drones equipados com garras mecânicas, capazes de transportar e soltar cargas com precisão em áreas específicas da unidade prisional, dificultando a fiscalização e permitindo o abastecimento de presos com drogas, equipamentos de comunicação e outros objetos proibidos.
A mulher foi autuada pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e resistência. Após os procedimentos legais, ela foi colocada à disposição da Justiça.
De acordo com a Polícia Civil, o esquema era coordenado por um interno do Iapen que cumpre pena em regime fechado. O preso, já investigado pela Denarc em outras operações, seria o responsável pela logística de distribuição dos entorpecentes dentro do sistema prisional e pela articulação com integrantes da organização fora da unidade.
O delegado-adjunto da Denarc, Kleyson Fernandes, informou que as investigações também identificaram que a suspeita integra uma facção criminosa há cerca de seis anos e que as informações já foram repassadas ao Instituto de Administração Penitenciária.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar e responsabilizar outros integrantes da organização criminosa. Na semana passada, a Denarc já havia apreendido outra carga de drogas, drones e aparelhos celulares que também seriam utilizados para abastecer presos do Iapen, indicando que o grupo vinha atuando de forma recorrente na tentativa de burlar a segurança da unidade prisional.

