O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) será o líder do governo petista no Congresso. O anúncio foi feito pelo presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta quinta-feira (29), em mais uma apresentação de nomes que vão compor a futura equipe de trabalho.
“Obrigado presidente Lula pela confiança que depositou em mim. Como líder do governo no Congresso Nacional, vou atuar incansavelmente para unir o Brasil e melhorar a vida do nosso povo. Vamos para uma nova página da nossa história! A página na reconstrução!”, postou nas redes sociais.
Outro político amapaense também fará parte da equipe de Lula. O atual governador do Amapá, Waldez Góes (PDT-AP), será ministro da Integração e Desenvolvimento Regional. A indicação foi feita pelo senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Randolfe chegou a ser cotado para ministro, depois que integrou o chamado “conselho político” da campanha de Lula. Aos 49 anos, Randolfe é senador pelo Amapá, filiado à Rede Sustentabilidade, que compôs federação com o PSOL e esteve na coligação da chapa Lula-Alckmin.
Formado em história, foi deputado estadual do Amapá entre 1999 e 2006. É senador desde 2010, com mandato até 2026. Em 2021, foi vice-presidente da CPI da Covid no Senado.
O deputado José Guimarães (PT-CE) e o senador Jaques Wagner (PT-BA) também serão os líderes do novo governo na Câmara e no Senado a partir de 2023, anunciou Lula.
Os líderes do governo são responsáveis por articular a votação de projetos de interesse do Executivo – e evitar que as chamadas “pautas-bomba” sejam aprovadas, ao mesmo tempo.
Como líderes, os parlamentares têm direito a um tempo maior de fala durante as sessões de plenário e a “orientar voto” – ou seja, usar o microfone para dizer como a base do governo deve votar cada tema.

