Projeto “MP vai à Escola” aproxima estudantes do Ministério Público e promove debates sobre direitos, cidadania e convivência no ambiente escolar
Estudantes do 9º ano da Escola Estadual Barão do Rio Branco participaram, nesta terça-feira (26), de uma programação educativa promovida pelo Ministério Público do Amapá (MP-AP), dentro do projeto “MP vai à Escola”.
A atividade ocorreu no Complexo Cidadão Centro, em Macapá, onde funcionam as Promotorias da Infância e Juventude da capital.
A iniciativa tem como objetivo fortalecer o diálogo entre o Ministério Público, alunos e educadores, além de promover reflexões sobre violência escolar, cidadania, direitos das crianças e adolescentes e prevenção de conflitos no ambiente escolar.
Os estudantes foram recebidos pelos promotores de Justiça Neuza Barbosa e Eduardo Kelson de Pinho, titulares da 4ª e da 1ª Promotorias da Infância e Juventude de Macapá, respectivamente.
Durante a visita, os adolescentes tiveram a oportunidade de conhecer de perto o funcionamento do Ministério Público, entender as atribuições da instituição e participar de palestras e rodas de conversa sobre temas considerados essenciais para a realidade dos jovens.
O projeto “MP vai à Escola” é desenvolvido quinzenalmente e busca criar uma relação de proximidade entre o MP-AP e a comunidade escolar.
Normalmente, promotores e facilitadores se deslocam até as unidades de ensino para realizar atividades educativas, mas desta vez os próprios alunos foram convidados a conhecer a estrutura das Promotorias da Infância e Juventude.
Orientações sobre internet e proteção de crianças e adolescentes
Durante a programação, o promotor Eduardo Kelson explicou aos estudantes o papel do Ministério Público na defesa dos direitos de crianças e adolescentes e apresentou ferramentas de proteção previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), com destaque para o ECA Digital.
O promotor também alertou os alunos sobre os riscos do uso excessivo de redes sociais e do contato com pessoas desconhecidas na internet, chamando atenção para crimes praticados no ambiente virtual.
Segundo ele, muitos adolescentes acabam expostos a situações perigosas devido à falta de cuidado no uso das plataformas digitais.
“Redes sociais e telas viciam, e nem todos com quem falamos virtualmente têm boas intenções”, ressaltou o promotor durante a palestra.
Debate sobre bullying e racismo
A programação também abordou temas ligados à convivência escolar e ao respeito às diferenças. A assistente social do MP-AP, Alzira Nogueira, conduziu uma conversa com os estudantes sobre bullying, preconceito e racismo.
Durante a atividade, ela destacou os impactos emocionais e sociais causados por práticas discriminatórias e reforçou a importância do combate à violência verbal e psicológica dentro e fora das escolas.
“O racismo é uma perversidade brutal, uma violência estrutural, e não tem graça nenhuma, assim como o bullying”, afirmou.
Relatos sobre a realidade enfrentada por adolescentes
A promotora Neuza Barbosa compartilhou experiências vivenciadas nas Promotorias da Infância e Juventude e relatou situações acompanhadas pelo Ministério Público envolvendo adolescentes em conflito com a lei, violência e internação socioeducativa.
Segundo a promotora, a adolescência é uma fase decisiva e exige atenção, responsabilidade e consciência sobre as consequências das escolhas feitas pelos jovens.
“É preciso que estejam alertas nessa fase da vida para que não sofram as consequências de atos que podem prejudicar não somente a adolescência, mas a vida toda de quem pratica tais atos e também de suas vítimas”, destacou.
O projeto “MP vai à Escola” integra as ações educativas e preventivas desenvolvidas pelo Ministério Público do Amapá voltadas à promoção da cultura de paz, do respeito e da proteção integral de crianças e adolescentes no estado.

