O Escritório Social do Tribunal de Justiça do Amapá (ES/TJAP) convida as pessoas atendidas pela unidade a participarem da 1ª Oficina de Comunicação e Produção de Conteúdos para Pessoas Egressas, promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por meio do Programa Fazendo Justiça. Programada para sexta-feira (17), às 10h (horário de Brasília), em formato on-line, a atividade reunirá pessoas egressas do sistema prisional de todo o país em uma capacitação voltada à área da comunicação, com foco no fortalecimento de habilidades e na ampliação de oportunidades de inclusão social e profissional. Acesse aqui para participar https://bit.ly/ofc-com-eg
Durante a programação, os participantes terão contato com temas essenciais para a produção de conteúdos jornalísticos e digitais, como a escolha de pautas, técnicas de apuração, elaboração de perguntas e produção de materiais em texto, fotografia, áudio e vídeo. O encontro também contará com a apresentação oficial do Prêmio Pena Justa/CNJ de Jornalismo e Comunicação, iniciativa que reconhecerá projetos desenvolvidos por pessoas egressas do sistema prisional, além da divulgação do regulamento da premiação.
A oficina integra as ações do Programa Fazendo Justiça, iniciativa criada em 2019 pelo CNJ, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Ministério da Justiça. O trabalho é realizado em todo o país, na promoção de políticas voltadas à transformação do sistema penal e socioeducativo, com foco na ressocialização, na garantia de direitos e na redução da reincidência.
Para a gerente do Escritório Social do Amapá, Eunice Silva, a participação de pessoas egressas na produção de conteúdos representa uma oportunidade de fortalecer o protagonismo desse público e ampliar sua presença nos espaços digitais.
“Convidamos todos os atendidos pela unidade a aproveitarem essa oportunidade, se apropriarem desses conhecimentos e participarem do prêmio proposto pelo CNJ. A proposta é mostrar que contar a própria história, interpretar informação de interesse público e ocupar os espaços digitais são formas de combater estigmas e dar visibilidade, com protagonismo, a experiências que inspiram novas trajetórias”, afirmou Eunice Silva.
A iniciativa também está alinhada aos objetivos do Plano Pena Justa, lançado em 2025 pelo CNJ e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), que busca enfrentar desafios históricos do sistema prisional brasileiro, como a superlotação, a melhoria das condições das unidades prisionais e o fortalecimento das políticas de reinserção social.
Ao investir na formação de pessoas egressas, a oficina fortalece o acesso ao conhecimento, amplia oportunidades de inclusão social e profissional e contribui para que novas narrativas sobre o Sistema de Justiça sejam construídas a partir das experiências de quem vivencia o processo de ressocialização.

