A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta terça-feira, 15, a importação excepcional da vacina Sputnik V pelos estados do Amapá, Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Rondônia, Pará, Paraíba e Goiás.
Assim como decidido no inicio do mês, a importação aprovada hoje também deverá ser realizada com restrições. Antes, a autorização de importação já havia sido concedida a Bahia, Maranhão, Sergipe, Ceará, Pernambuco e Piauí. Ao todo, 13 dos 27 estados passam a ter permissão de importar a vacina.
Ao todo, mais 592 mil doses poderão ser importadas, distribuídas da seguinte forma:
- Rio Grande do Norte – 71.000 doses;
- Mato Grosso – 71.000 doses;
- Rondônia – 36.000 doses;
- Pará – 174.000 doses;
- Amapá – 17.000 doses;
- Paraíba – 81.000 doses;
- Goiás – 142.000 doses.
A vacina será aplicada com base na aprovação dela em agências estrangeiras — e, consequentemente, sob a avaliação estrangeira de critérios como eficácia, vigilância sanitária, processos de fabricação, entre outros — mas o imunizante não atende completamente às especificações da agência brasileira desses mesmos critérios de forma completa.
Veja algumas das condições para aplicação no Brasil:
- Só deve ser autorizada para uso em adultos saudáveis, estando suspensa para pessoas que integrem os grupos de risco
- Não deve ser administrada em menores de 18 anos, mulheres em idade fértil que desejam engravidar nos próximos 12 meses, enfermidades graves ou não controladas e antecedentes de anafilaxia
- Os Estados que apresentaram o pedido de importação deverão suspender a importação, distribuição e uso da vacina caso a Anvisa ou a Organização Mundial da Saúde (OMS) reprovem o uso emergencial da Sputnik V futuramente.

