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A Gazeta do Amapá > Blog > Colunista > Gil Reis > Tarifas again
Gil Reis

Tarifas again

Gil Reis
Ultima atualização: 1 de agosto de 2026 às 17:28
Por Gil Reis 1 dia atrás
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Gil Reis -​ Consultor em Agronegócio | Foto: Arquivo Pessoal.
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Novas tarifas americanas.

E continua o protecionismo americano, que não é fruto de qualquer barreira sanitárias e sim barreira para proteger os pecuaristas daquele país que não conseguem concorrer conosco em preços. As tarifas envolvem alguns aspectos que a matéria “De novo as tarifas” publicada pelo Banco C6 esclarece o assunto.
“Parte dos produtos brasileiros passou a enfrentar duas novas tarifas para entrar nos Estados Unidos, resultado de investigações conduzidas pelo escritório de comércio do governo americano.
A maior delas é uma tarifa de 25%, implementada após os EUA concluírem que políticas brasileiras relacionadas ao Pix, ao comércio de etanol e à regulação das plataformas digitais prejudicam os interesses americanos.
A outra tarifa, de 12,5%, decorre de uma investigação sobre falhas em fiscalizar a importação de bens produzidos com trabalho forçado. O processo envolveu 60 economias, não só o Brasil. As duas medidas vieram acompanhadas de diversas exceções. Ficaram de fora das novas cobranças produtos considerados importantes para a economia americana, como café solúvel e carne bovina, além daqueles que já estavam sujeitos a tarifas setoriais específicas, como aço e alumínio.
Mas alguns setores brasileiros serão especialmente afetados. Produtos como o etanol, por exemplo, passarão a acumular as duas tarifas, que somam 37,5%. O Global Trade Alert (uma organização que monitora políticas de comércio no mundo) estima que, após a entrada em vigor das duas novas medidas, a tarifa média aplicada pelos EUA aos produtos brasileiros tenha subido de cerca de 11% para quase 18%.
A taxa atual estimada é menor do que o pico registrado em outubro do ano passado, que chegou a mais de 22%, segundo dados da Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos (USITC).
Ainda assim, o nível está muito acima da cobrança de cerca de 1% que tínhamos em 2024.
A tarifa média aplicada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A taxa era de cerca de 1% até o início de 2025, atingiu o pico de mais de 22% em outubro daquele ano e voltou a cair. Nos últimos meses, a tarifa média era de aproximadamente 11% e o Global Trade Alert estima que ela tenha subido para 17,7% agora, no fim de julho. Fonte: Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos (USITC), Global Trade Alert | Elaboração C6 Bank
Tarifas são um problema para as empresas que produzem e demandam os produtos do Brasil, mas não só isso – há impactos diretos e indiretos sobre toda a economia dos países.
O primeiro efeito adverso costuma ser a redução das exportações. Ao encarecer os produtos brasileiros para compradores americanos, as tarifas podem diminuir as vendas para os EUA, piorar a balança comercial e desacelerar o crescimento econômico.
Esse, porém, não é o cenário que esperamos. Em primeiro lugar, porque o Brasil é uma economia relativamente fechada e os EUA respondem por apenas cerca de 10% das nossas exportações, o equivalente a 1,7% do PIB em 2025.
Além disso, parte das vendas destinadas ao mercado americano pode encontrar outros destinos, como já aconteceu no passado.
Em 2025, quando os EUA chegaram a aplicar tarifas de até 50% ao Brasil, nossas exportações subiram. As vendas para os EUA caíram no ano passado, mas esse movimento foi compensado pelo aumento das exportações para outros países. No saldo, as exportações brasileiras tiveram um aumento de 3,3% em 2025.
E essa tendência deve continuar. Nos últimos anos, economias emergentes passaram a diversificar seus destinos de exportação, ampliaram acordos comerciais – como o firmado entre o Mercosul e a União Europeia – e fortaleceram as trocas entre si, reduzindo a dependência do mercado americano.
Exemplo disso são as exportações brasileiras para a União Europeia, que cresceram 26% em maio e junho deste ano (os dois primeiros meses de vigência provisória do acordo UE-Mercosul) na comparação com o mesmo período do ano passado.
Por isso, acreditamos que os impactos das tarifas sobre as exportações totais, a balança comercial e o PIB brasileiro serão limitados.
Limitados, mas ainda dignos de atenção. Setores mais dependentes do mercado americano e fora das listas de exceções às tarifas podem registrar uma redução mais significativa das vendas.
O governo brasileiro anunciou a liberação de linhas de crédito que somam R$ 18,5 bilhões para apoiar empresas exportadoras. São recursos que devem ajudar a amenizar as perdas dos empresários, e, por outro lado, reforçam as preocupações com as contas públicas.
Além disso, embora o efeito direto das tarifas sobre a economia brasileira possa ser limitado, medidas como essa, que criam barreiras para o comércio, não são positivas.
Mudanças frequentes na política comercial geram incerteza, tornam o ambiente de negócios mais imprevisível e podem, eventualmente, adiar investimentos e contratações.”
Os americanos são capazes de criar qualquer narrativa para proteger a sua pecuária. A carne brasileira chega ao mercado dos EUA a preços extremamente competitivos com os preços praticados por aquele país.
“Você criou o fogo e então pensou: ‘Ei, vamos ver para que serve esse troço. Beleza! … Não precisamos mais comer mastodonte cru! Quero o meu malpassado, por favor. Ah, merda, taquei fogo no Zé!’ — Opa, foi mal, Zé. Agora, você precisa descobrir como tratar uma queimadura. E como enfrentar alguém que goste de tacar fogo em outros zés e, talvez, queimar a aldeia. Quando menos se espera, você evoluiu e tem hospitais, tiras, controle climático e carne de porco por encomenda” – Nora Roberts na obra “Origem mortal”

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Especialista em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial (CTBMF). Especialista em DTM e Dor Orofacial pelo MEC. Professor de Pós-graduação em Implantodontia do Instituto Br Clin

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Gil Reis 1 de agosto de 2026 1 de agosto de 2026
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