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A Gazeta do Amapá > Blog > Fofocas e Famosos > “Achava que era ser livre”, diz Casagrande sobre uso de drogas
Fofocas e Famosos

“Achava que era ser livre”, diz Casagrande sobre uso de drogas

Redação
Ultima atualização: 26 de maio de 2026 às 10:18
Por Redação 5 horas atrás
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Reprodução/Instagram
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Anos após enfrentar os “demônios” da dependência química, Walter Casagrande Júnior, de 63 anos, finalmente consegue entender como ele era no auge do uso de drogas. No livro autobiográfico Casagrande e Seus Demônios, o comentarista finaliza o texto contando sobre uma vez em que ligou para o cantor Frejat e perguntou ao artista sobre isso.

Conteúdos
Na Marca do Pênalti, de Walter CasagrandeCasagrande no futebol

Ele revelou que, hoje em dia, consegue compreender a compulsão da época.

“Naquele momento que eu liguei para ele, eu estava muito mal. Estava me drogando muito, estava depressivo, eu não sabia mais o que estava acontecendo com a minha vida. Cara, para eu ligar para o Frejat à noite e perguntar ‘por que a gente é assim?’, eu estava completamente perdido”, ponderou o comentarista e ex-jogador de futebol.

Hoje, Casagrande acredita que era assim porque havia perdido o controle da própria vida e não entendia o que estava acontecendo. Além disso, não tinha o mínimo conhecimento do que era dependência química e, muito menos, compulsão.

Casão, como é carinhosamente chamado pelos fãs, revelou que só é capaz de conseguir responder à pergunta que fez para Frejat atualmente porque ficou internado durante um ano para tratar o vício, além de ter “viajado para dentro da própria história”.

“Eu era um garoto impulsivo, um garoto que tinha um instinto de liberdade muito grande e não sabia lidar com aquilo que achava que era ser livre – para mim, a coisa mais importante da minha vida era eu me sentir livre, eu tinha que fazer tudo para eu poder ser livre. Na realidade, não é assim o uso da liberdade. A gente tem que colocar um limite na nossa liberdade”, avaliou.

Na Marca do Pênalti, de Walter Casagrande

A dependência química do comentarista volta à tona com Na Marca do Pênalti, o monólogo autobiográfico que chega ao Sesc Pompeia, em São Paulo, nesta terça-feira (26/5).

Como o livro foi escrito em 2013, a peça não segue ordem cronológica dos fatos nem tem roteiro fixo. Para Casagrande, o motivo desse “improviso” se dá porque ele não é um ator e, no espetáculo, não está representando um personagem, mas sim a si mesmo.

“Não tem um começo, meio e fim. No começo, eu vou falar da minha infância, obviamente, a minha relação familiar, problema com dependência química, Democracia Corintiana… Enfim, vai se desenvolvendo uma conversa praticamente. Mas existem coisas que passam na minha cabeça naquele momento, que não passou um dia antes ou na outra apresentação. Então é um roteiro feito mesmo na hora que eu estou no palco, porque depende muito da energia do local.”

Casagrande no futebol

Walter Casagrande Júnior foi um atacante de destaque nos anos 1980 e 1990, ídolo da Democracia Corintiana, além de ter jogado na Copa do Mundo de 1986. Para o ex-atleta, o frio na barriga de uma partida acirrada – por mais que seja a zona de conforto dele – supera a ansiedade de se apresentar diante de uma plateia para falar da própria vida.

“Eu tenho frio na barriga sempre. É claro que o frio na barriga mais forte para mim era entrar em um estádio, quando eu era jogador, em um clássico, em uma final de campeonato, com uma rivalidade, um estádio lotado, porque, eu vou ter que desempenhar o meu dom”, disse.

Para o comentarista, ficar diante do público é menos “assustador” porque ele não está disputando com ninguém. “É só eu controlar a ansiedade, que eu faço o monólogo. Claro que é muito difícil subir em um palco de teatro porque, para mim, o campo de futebol é uma zona de conforto […] No teatro, ao vivo, se eu errar uma palavra, eu posso corrigir e ir embora. No jogo, se você perde um pênalti, não dá para você corrigir”, ponderou.

Fonte: Metrópoles

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Redação 26 de maio de 2026 26 de maio de 2026
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