A China subiu o tom e negou, nesta terça-feira (14/4), que esteja fornecendo armamento de defesa aérea ao Irã e afirmou que reagirá caso os Estados Unidos continuem a insistir nessa alegação para justificar novas tarifas.
Em uma coletiva de imprensa em Pequim, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, afirmou que a China possui uma “abordagem prudente e responsável em relação à exportação de produtos militares”.
“A China tem adotado consistentemente uma abordagem prudente e responsável em relação à exportação de produtos militares e exerce um controle rigoroso de acordo com suas leis e regulamentos internos de controle de exportação, bem como com suas obrigações internacionais”, disse o porta-voz.
O chinês afirmou que os relatórios em questão são “fabricados” e que se os EUA insistirem em usar isso como pretexto para impor tarifas adicionais à China, o país irá tomar contramedidas firmes.
Jiakun também destacou que o bloqueio dos EUA podem intensificar os conflitos e que se trata de um “comportamento perigoso e irresponsável”.
Bloqueio do estreito
O “bloqueio total” no tráfego marítimo na região do Estreito de Ormuz, anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrou em vigor às 11h dessa segunda-feira (13/4).
O governo americano afirma que o bloqueio abrangerá todas as embarcações de qualquer país, que tenham “origem ou destino em qualquer porto iraniano”, incluindo o Golfo de Omã e o Mar Arábico, ao sudeste do Estreito de Ormuz.
Em 28 de fevereiro, o Irã iniciou o fechamento da passagem do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo usado no planeta. A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, na sigla em inglês) permitia apenas a passagem de petroleiros de países aliados e sob pagamento.
Com o fracasso das negociações de um acordo de paz, Trump decidiu subir o tom e garantir que nem mesmo os petroleiros do Irã atravessem a passagem de Ormuz.
Fonte: Metrópoles

