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Rev. André Buchweitz Plamer

“JESUS ORA: PAI, CHEGOU A HORA, E DEUS REVELA A NATUREZA DIVINA DO FILHO E NÓS EM CRISTO SOMOS CONHECIDOS E AMADOS POR DEUS.”

Rev. André Buchweitz Plamer
Ultima atualização: 17 de maio de 2026 às 10:03
Por Rev. André Buchweitz Plamer 4 horas atrás
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Graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai, e de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Amém.
Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus, diz texto de Atos 1.9-11: “(9) Depois de ter dito isso, Jesus foi levado para o céu diante deles. Então uma nuvem o cobriu, e eles não puderam vê-lo mais. (10) Eles ainda estavam olhando firme para o céu enquanto Jesus subia, quando dois homens vestidos de branco apareceram perto deles (11) e disseram: — Homens da Galileia, por que vocês estão aí olhando para o céu? Esse Jesus que estava com vocês e que foi levado para o céu voltará do mesmo modo que vocês o viram subir. (NTLH).” Também, diz-nos, o Salmista no Salmo 68.4: “Cantem em louvor a Deus, cantem hinos em sua honra. Preparem o caminho daquele que vem montado nas nuvens. O seu nome é Senhor; alegrem-se na sua presença. (NTLH).” Todavia, a respeito de quando a volta será é lembrado pelo próprio Jesus que, em Atos 1.7-8: “— Não cabe a vocês saber a ocasião ou o dia que o Pai marcou com a sua própria autoridade. 8Porém, quando o Espírito Santo descer sobre vocês, vocês receberão poder e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria e até nos lugares mais distantes da terra. (– NTLH).” Todas essas citações para lembrar que na última quinta-feira a Igreja celebrou a Ascensão de nosso Senhor Jesus Cristo. Quarenta dias após a ressurreição, o Senhor subiu aos céus diante dos discípulos. Muitos olham para a Ascensão como se fosse a despedida de Jesus.
Mas a Palavra de Deus nos mostra exatamente o contrário: a Ascensão não é o afastamento de Cristo, mas a sua exaltação. Jesus reina. Jesus governa. Jesus intercede.
O Cristo que subiu aos céus é o mesmo que prometeu: “E lembrem disto: eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos.” (Mt 28.20 – NTLH).
O Evangelho de hoje nos leva ao coração de Jesus. João 17 registra a chamada Oração Sacerdotal. É uma oração íntima, profunda, cheia de amor. Antes da cruz, antes do sofrimento final, Jesus ergue os olhos aos céus e ora ao Pai. E o mais impressionante é isto: Jesus ora por nós.
O Filho eterno revela sua glória divina diante do Pai e, ao mesmo tempo, mostra que os seus discípulos são conhecidos, guardados e amados por Deus.
Por isso o tema deste sermão é: “Jesus ora: Pai, chegou a hora, e Deus revela a natureza divina do Filho e nós em Cristo somos conhecidos e amados por Deus.”

  1. “Pai, chegou a hora”: Jesus revela sua glória divina. O tempo de Deus está acontecendo em favor dos filhos de Deus salvos por Jesus Cristo. O Evangelho começa dizendo: “Depois de dizer essas coisas, Jesus olhou para o céu e disse: — Pai, chegou a hora. Dá glória ao teu Filho para que o Filho glorifique o Senhor.” (Jo 17.1 – NTLH). Aqui vemos claramente a natureza divina de Cristo. Nenhum simples profeta falaria assim. Nenhum homem comum poderia pedir ao Pai a glória eterna. Jesus fala como aquele que compartilha da própria majestade divina. Poucos versículos depois, Ele diz: “Pai! Dá-me agora na tua presença a mesma glória que eu tinha com o Senhor antes da criação do mundo.” (Jo 17.5 – NTLH). Que declaração extraordinária! Jesus Cristo mostra que a todos nós que ele estava no ato da criação de todas as coisas e na nossa criação. Em Genesis 1.26: “Aí ele disse: — Agora vamos fazer os seres humanos, que serão como nós, que se parecerão conosco. Eles terão poder sobre os peixes, sobre as aves, sobre os animais domésticos e selvagens e sobre os animais que se arrastam pelo chão. (Gn 1.26– NTLH). O Vamos fazer ou em outra tradução Façamos, também testificam a respeito da eternidade e divindade de Cristo. Cristo- Deus encarnado.” Jesus não começou em Belém. Ele existia antes da criação do mundo. Ele é o Filho eterno do Pai. Ele é verdadeiro Deus.
    A Ascensão confirma isso. Cristo sobe aos céus não como alguém derrotado, mas como Rei vitorioso. Ele venceu o pecado, a morte e o diabo. O Salmo 68 já anunciava profeticamente essa vitória: “Cantem louvores a Deus; cantem louvores ao seu nome! Preparem o caminho para aquele que vem cavalgando nas nuvens.” (Sl 68.4 – NTLH). Esse “que vem cavalgando nas nuvens” é o próprio Cristo exaltado. A Ascensão revela que Jesus reina sobre todas as coisas. Ele está à direita do Pai. Isso não significa um lugar físico apenas, mas autoridade, poder e domínio eterno. E isso muda completamente nossa vida. Porque o mundo parece fora de controle. Há guerras, enfermidades, perseguições, medo, insegurança. Muitas vezes parece que o mal está vencendo. Mas a Ascensão proclama: Cristo reina! O Senhor que morreu na cruz agora governa todas as coisas para o bem da sua Igreja.
  2. Jesus ora pelos seus discípulos – aqui é importante recordar que somos lembrados, amados, cuidados por Jesus. Uma das coisas mais emocionantes desse texto é perceber que Jesus não pensa apenas em si mesmo. Em sua última oração antes da cruz, Ele pensa nos seus discípulos. Jesus diz: “Eu mostrei quem tu és para aqueles que me deste do mundo. Eles eram teus, mas tu os deste a mim.” (Jo 17.6 – NTLH). E depois: “Agora eu vou para perto de ti. Eles continuam no mundo.” (Jo 17.11 – NTLH). Os discípulos permaneceriam aqui enfrentando perseguição, sofrimento e oposição. Jesus sabia disso. O livro de Atos mostra exatamente essa realidade.
    Após a Ascensão, os discípulos voltam para Jerusalém. Eles estão reunidos em oração, aguardando o cumprimento da promessa do Espírito Santo. Humanamente falando, eles eram frágeis, nós o somos também. O grupo estava ferido pela traição de Judas. Havia medo. Havia incerteza. Havia perseguição vindo pela frente. Mas eles tinham uma certeza: Jesus não os abandonou. Cristo ascendeu, mas continua cuidando da sua Igreja. Atos 1 mostra uma Igreja pequena, aparentemente fraca, mas sustentada pela oração e pela promessa de Cristo, ainda hoje é assim. E isso também vale para nós. Muitas vezes a Igreja parece pequena diante do mundo. O cristão se sente sozinho na família, no trabalho, na sociedade. Às vezes o fiel pensa: “Será que Deus realmente vê minha luta?” E o Evangelho responde: sim! Jesus conhece os seus. Jesus ora pelos seus. Jesus guarda os seus. Não somos esquecidos diante de Deus. Em Cristo, fomos adotados como filhos.
  3. O cristão é conhecido e amado por Deus- isto é fundamental saber e termos certeza, pois só vivemos e existimos porque Deus nos conhece e ama. Essa talvez seja uma das verdades mais consoladoras do Evangelho. Em Cristo, somos conhecidos e amados por Deus. Jesus diz: “Tudo o que é meu é teu, e tudo o que é teu é meu.” (Jo 17.10 – NTLH). Pela fé, pertencemos a Cristo. E porque pertencemos a Cristo, o Pai nos olha com amor. Isso é extraordinário. Porque naturalmente somos pecadores. Nossa consciência nos acusa. O diabo nos acusa. O mundo nos despreza. Mas Jesus intercede por nós. Na Ascensão, Cristo não abandonou sua obra; Ele entrou na glória para continuar sendo nosso Mediador. O autor aos Hebreus diz: “Por isso ele pode, agora e sempre, salvar os que vão a Deus por meio dele, porque vive sempre para pedir a Deus em favor deles.” (Hb 7.25 – NTLH).
    Veja o conforto disso. Quando você ora com dificuldade, Cristo intercede. Quando você cai em pecado e se arrepende, Cristo intercede. Quando o sofrimento parece grande demais, Cristo intercede. Quando ninguém entende sua dor, Cristo intercede. Você é conhecido pelo nome diante do trono de Deus. Jesus declara que somos dele.
  4. É importante lembrar que o sofrimento do cristão não significa abandono. A epístola de 1Pedro fala justamente sobre isso. Pedro escreve para cristãos perseguidos e aflitos: “Meus queridos amigos, não fiquem admirados por estarem passando por provações tão duras.” (1Pe 4.12 – NTLH). E depois: “Se vocês sofrem por serem cristãos, não fiquem envergonhados; pelo contrário, louvem a Deus por serem chamados pelo nome de Cristo.” (1Pe 4.16 – NTLH). O sofrimento do cristão não é sinal de abandono divino. Na verdade, muitas vezes é exatamente no sofrimento que aprendemos a confiar ainda mais no Senhor. Pedro continua: “Entreguem-se completamente ao Criador, que sempre cumpre as suas promessas.” (1Pe 4.19 – NTLH). E ainda: “Ponham todas as suas preocupações e ansiedades nas mãos de Deus, pois ele cuida de vocês.” (1Pe 5.7 – NTLH). Que palavra maravilhosa! O Deus exaltado na Ascensão é também o Deus que cuida. Cristo reina sobre o universo inteiro, mas também vê a lágrima escondida do seu filho.
  5. por isso te convido a pensar comigo com esta ilustração: a criança no colo do pai: Imagine uma criança pequena atravessando uma tempestade. Há trovões, vento forte e escuridão. A criança fica assustada. Ela não entende o que está acontecendo ao redor. Mas então o pai a pega no colo. A tempestade continua. O vento continua. O barulho continua. Mas agora a criança descansa. Por quê? Porque ela confia no pai. Ela talvez não compreenda a tempestade, mas conhece aquele que a segura. Assim é a vida cristã. A Ascensão não remove imediatamente nossas tempestades. Continuamos vivendo em um mundo marcado pelo pecado, pela dor e pela morte. Mas Cristo reina. E mais do que isso: Cristo nos segura. O problema não é o tamanho da tempestade; o conforto está em saber quem governa acima dela. Jesus ascendido continua sendo o Bom Pastor da Igreja.
  6. Eis um fato: – A Igreja vive entre a Ascensão e a volta de Cristo – por isso todo o 7º Domingo de Páscoa sempre tem esse clima de expectativa. Cristo ascendeu. O Espírito Santo ainda seria derramado plenamente em Pentecostes. E a Igreja vive aguardando a volta do Senhor. Atos mostra os discípulos reunidos. João mostra Jesus orando. Pedro mostra a Igreja sofrendo. E o Salmo mostra Deus marchando vitoriosamente diante do seu povo. Tudo isso aponta para a realidade da Igreja hoje. Vivemos entre duas grandes promessas: Cristo subiu. Cristo voltará. Enquanto isso, permanecemos firmes na Palavra, nos sacramentos, na oração e na comunhão da Igreja, sempre teremos segurança. Pois, o mundo muda. As ideologias mudam. As culturas mudam. Mas Cristo continua reinando. E isso dá esperança ao povo de Deus.
  7. A Ascensão também é uma promessa para nós, pois Jesus voltará. A Ascensão não fala apenas sobre Jesus. Ela também fala sobre nosso futuro. Cristo subiu em corpo glorificado. E aqueles que estão unidos a Ele também participarão da sua glória. Jesus mesmo disse: “E, depois que eu for e preparar um lugar para vocês, voltarei e os levarei comigo.” (Jo 14.3 – NTLH). A Ascensão é a garantia de que nosso lugar está preparado. O céu não é um sonho distante. É a herança dos filhos de Deus. Por isso o cristão pode enfrentar até a morte com esperança. Porque Cristo venceu a morte. Porque Cristo vive. Porque Cristo reina. Porque Cristo intercede. E porque Cristo voltará.
    Com isso podemos então concluir que o Evangelho de hoje nos permite ouvir a oração do próprio Filho de Deus. “Pai, chegou a hora.” Ou seja, A hora da cruz. A hora da glorificação. A hora da vitória. Na Ascensão, Deus revelou diante do mundo inteiro a glória do seu Filho eterno. Jesus é verdadeiro Deus. Jesus reina. Jesus governa. Jesus intercede pela sua Igreja. E o mais belo de tudo é isto: nós somos conhecidos e amados por Deus em Cristo. Mesmo em meio às lutas, perseguições, dores e inseguranças, pertencemos ao Senhor. O Cristo exaltado continua cuidando do seu povo. Por isso podemos viver com confiança. Como diz Pedro: “E, depois de vocês terem sofrido por pouco tempo, o Deus que tem toda a graça, que os chamou para tomarem parte na sua glória eterna por meio da união com Cristo, lhes dará forças e firmeza, e os porá em pé novamente.” (1Pe 5.10 – NTLH). Essa é nossa esperança. Cristo subiu aos céus. Cristo reina. Cristo ora por nós. E em Cristo somos eternamente conhecidos e amados por Deus. Em nome de Jesus. Amém.

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Rev. André Buchweitz Plamer 17 de maio de 2026 17 de maio de 2026
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