O vice-ministro da Defesa Social e Substâncias Controladas da Bolívia, Ernesto Justiniano Urenda, pronunciou-se após a prisão de um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC), o traficante Gerson Palermo.
Nesta terça-feira (26/5), Ernesto destacou que a captura foi resultado de uma cooperação entre Bolívia e Brasil e enfatizou que o país “não é refúgio” para narcotraficantes foragidos.
“Estão sendo coordenadas as providências necessárias junto à Polícia Federal brasileira para a sua transferência, no âmbito dos mecanismos de cooperação internacional”, escreveu o vice-ministro, no Facebook. “Bolívia não deve ser refúgio de foragidos vinculados ao narcotráfico”, enfatizou.
Palermo foi preso nesta terça, no município de Cotoca, próximo a Santa Cruz de La Sierra. O criminoso estava foragido desde 2020, após receber o benefício da prisão domiciliar e fugir do país.
De acordo com o vice-ministro da Bolívia, agentes do Grupo de Investigações de Operações Especiais (Gioe) conseguiram localizá-lo em uma área de Cotoca. Após troca de informações com a Polícia Federal (PF), agentes do Gioe prenderam o traficante.
Após a prisão, Palermo foi conduzido para as dependências da Interpol na Bolívia. A PF avança com as diligências para extradição e prisão do criminoso no Brasil.
“Esse caso confirma uma realidade que temos apontado: o tráfico de droga não reconhece fronteiras; por isso, a resposta também não pode ser isolada”, declarou o vice-ministro em um post no Facebook.
Condenado a 126 anos de prisão
Gerson Palermo, condenado a 126 anos de prisão, fugiu em abril de 2020, cinco horas após ter um habeas corpus concedido em Mato Grosso do Sul.
A decisão foi assinada pelo desembargador Divoncir Maran, que concedeu o benefício durante a pandemia da Covid-19, alegando quadro de saúde debilitado do condenado.
O desembargador foi punido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em fevereiro deste ano, com aposentadoria compulsória, penalidade administrativa mais grave prevista para magistrados.
Fonte: Metrópoles

