Ela abanava mais um dia no turbilhão da calmaria
Respirava as notas de olores das serras e pradarias
O olhar invadia releituras de obras folheadas faz dias.
Encontrava pouso sem repouso em A Tábua de Esmeralda.
Na escrita antiga o selo da autenticidade em palavras:
“O que está em baixo é como o que está no alto,
e o que está no alto é como o que está em baixo,
para fazer o milagre de uma coisa só”
Dedilha folhas amarelecidas
de resenhas jamais esquecidas.
Atravessa célere as dobras do tempo
e nos Versos de Ouro de Pitágoras,
encontra reflexos de contemporaneidade.
Transbordam saberes, exalam liberdade:
“… Teme o exemplo de um outro;
e pensa por ti mesmo”
Assim caminha ela por entre pedras e pedregulhos.
Nas pedras encontra os símbolos,
nos pedregulhos deixa pegadas.
Releituras reescritas nas bordas.
Reflexões desenhadas nas nuvens,
reminiscências esculpidas nuas,
na Natureza,
onde o aqui e agora flutuam.
“AQUÍ TE AMO”,
como escreveu Pablo Neruda .

